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CRIME NA FAZENDA SAPOPEMA

Perícia Técnica confirmou a identidade das vítimas assassinadas

09/08/2017 - 13:25
Assessoria | PJC-MT

Na investigação da Polícia Judiciária Civil, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) teve papel fundamental na elucidação das mortes dos fazendeiros, vaqueiro e do advogado. A Politec esteve na fazenda Sapopema e confeccionou o laudo de constatação de crime, recolhendo material biológico, vestígios e outras evidências.

Quase um ano depois, em fevereiro de 2017, peões que trabalhavam às margens do Rio “Mata Grande”, próximo a Fazenda Sapopema, encontraram dentro do rio, preso a algumas pedras, um saco com ossos, com sinais de carbonização.

Saco com ossos. Foto: Politec.

Em minuciosa análise da Politec, foi verificado uma perfuração indicativa de projétil de arma de fogo no crânio, reforçando a tese que os fazendeiros, Tirço Bueno Prado e Joneslei Bueno Prado, foram assassinados, cada qual com um tiro na cabeça.

Local de crime. Foto: Politec

O trabalho de extração de DNA para identificação da ossada está em andamento e será divulgado na finalização.

Os peritos também promoveram a coleta de material junto aos parentes do advogado Sílvio Ricardo Viana Moro, residentes em Votuporanga (SP). O laudo de identificação foi apresentado no dia 20 de julho de 2017, com resultado positivo, ficando categoricamente demonstrado que o corpo decapitado encontrado em Bom Jardim é mesmo do advogado.

A Politec também realizou análise laboratorial de um pedaço de tecido e um espeto de churrasco encontrados na cena do crime, ambos com vestígios de sangue. Apesar da degradação ambiental gerada nas amostras, os peritos, brilhantemente, conseguiram extrair moléculas de DNA para confrontação com o material fornecido pelos parentes do fazendeiro Prado.

O resultado obtido pela Politec comprovou que o sangue encontrado no espeto pertence à Joneslei Bueno Prado, enquanto o sangue encontrado no pedaço de tecido pertence à Tirço Bueno Prado.

Espeto com sangue: Foto do Laudo da Politec.

As perícias anexadas ao inquérito policial foram realizadas por seis peritos, cada um dentro de sua especialidade. Um dos departamentos da Politec, o Laboratório de Perícias em Biologia Molecular, conseguiu a identificação de três das vítimas do crime complexo.

 "Os materiais encontrados no local de crime chegaram ao Laboratório Forense total ou parcialmente carbonizados, dificultando as análises biológicas e de DNA. Através de exames minuciosos e técnicas apropriadas, foi constatada a presença de sangue humano em um facão, um espeto e um recorte de tecido. As amostras extraídas de tais objetos e encaminhadas ao laboratório de DNA, que através de análises moleculares, foi obtido um perfil genético, com a identificação de dessas três pessoas na cena do crime", explicou o perito, Géter Sinear Jesus Bizo.

Foto: Assessoria/PJC-MT

Pelos quatro homicídios, foram indiciados os executores  Mário da Silva Neto e Thiago Augusto Falcão de Oliveira. Ambos tiveram a prisão temporária convertida em preventiva em 28 de julho de 2017, e além dos assassinatos,  vão responder ainda por subtração de bens e veículos pertencentes às vítimas, ocultação e destruição de cadáver, falsificação de documentos e associação criminosa. Estes últimos crimes também foram atribuídos a Rodinei Nunes Frazão, 48 anos, Evangelista Matias Sales e João Edgar da Gama.