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INOVAÇÃO

Banco de dados periciais é utilizado para criação de ferramenta de análise forense

30/11/2018 - 16:54
Assessoria | Politec-MT

Imagens extraídas de computadores e celulares analisados pela Gerência de Perícia de Computação Forense da Politec foram utilizadas como base de dados para a criação de uma ferramenta computacional que facilita as buscas por conteúdos alvos de investigação.

A ferramenta, denominada “ML Forensics" reduz em até 70% o universo de buscas por conteúdos através de mecanismos de Inteligência Artificial, que filtra os objetos relacionados aos crimes mais comuns analisados pela Gerência.

O perito criminal Thiago Henrique de Souza Santos realizou uma seleção com mais de 7 mil imagens subdivididas em categorias que constam no banco de dados do sistema criado e as cedeu ao professor do Instituto de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso, Tiago Meireles Ventura, para o desenvolvimento do projeto. A biblioteca do sistema possui imagens relacionadas a crimes que envolvam drogas, dinheiro, armas, pornografia, cenas de morte violenta e documentos.

Ao selecionar uma das categorias, o perito pode escolher diferentes níveis de precisão e o sistema busca as imagens que possam estar relacionadas à área de interesse da perícia. Ao extrair 50 mil imagens de um computador, por exemplo, o sistema seleciona 144 relacionadas à categoria selecionada.

Para os peritos, a ferramenta contribui para um maior rendimento e celeridade às análises forenses. 

“Na perícia de computação forense, a análise do material é uma das principais dificuldades que lidamos devido à grande quantidade de conteúdos extraídos da memória dos dispositivos em que o perito deve procurar apenas aqueles que possivelmente estão relacionados aos crimes investigados. Eu já tinha a ideia dessa ferramenta, e o professor possuía o conhecimento para concretiza-la. Ele se interessou em criar modelos com base em imagens analisadas pela perícia e acabamos desenvolvendo", explicou o Thiago Santos.

Ainda em fase de testes, a ferramenta já foi utilizada em quatro casos reais, mas ainda precisa de algumas adequações para serem publicadas cientificamente.

A metodologia empregada, com o título “Modelos abertos de deep learning aplicados à análise forense de imagens”, será apresentada durante o IX Seminário de Crimes de Informática, no dia 07/12, às 9h10. O evento será no Mato Grosso Palace Hotel, em Cuiabá.